Fito Festival 2011

Grupo

Gente Falante

  • ESPETÁCULO XIRÊ DAS ÁGUAS – Orayeyê Ôh
  • OBJETOS Artesanato e indumentárias indígenas (Cestos, vasos, arcos, flechas, colares).
  • DIR. ARTÍSTICA e ATUAÇÃO Paulo Martins Fontes
  • ATUAÇÃO,  PRODUÇÃO e OPERAÇÃO DE LUZ E SOM Eduardo Custódio
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 20 minutos

RESUMO

Nas margens de uma lagoa de águas negras como o céu noturno e cercada por dunas de areias brancas, uma aldeia indígena se estabeleceu. Lugar onde se banhavam e pescavam as índias somente. Os homens da tribo eram permanentemente proibidos de aproximarem-se das suas margens pois sumiam magicamente. Em uma noite clara, de lua cheia, o grande Cacique Tupi Verá recebeu em sonho uma revelação de Tupã:Sua esposa Jandira dará a luz a um grande líder e ele resolverá o mistério dos desaparecimentos; ele se chamará Abaeté. Esta lenda indígena fala sobre o amor desse grande guerreiro e Iara, a Oxum bela e misteriosa da lagoa escura.

Esta história sobreviveu através das práticas da oralidade mantidas pelas lavadeiras e populares moradores da região do Abaeté em Salvador/Bahia.

CASA DEGLI ALFIERI

  • ESPETÁCULO Tic tac tic tac
  • OBJETOS Madeiras, plásticos e brinquedos
  • DIREÇÃO Antonio Catalano
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 30 minutos

RESUMO

Micro-contos, pequenas ações, movimentos delicados, sussurrados, sem palavras. Histórias escondidas em relógios particulares que falam do tempo que passa e do tempo que fica.Tempo pesado, cansado e nostálgico.Tempo futuro, cheio de esperança e ilusões.Tempo das nuvens, leve e despreocupado.Tempo dos morangos, saboroso e curioso.Tempo do sol, quente e luminoso.Tempo da lua, fugaz e sonhador.Tempo da neve, leve e maravilhado.Tempo das folhas, suspendidas no vento.Tempo do mar, vagabundo e incansável.Tempo do sorriso, assombrado e com ternura.

Tempo de pranto, desenganado e melancólico.Tempo dos olhos, desencaixados de estupor.Tempo de mãos, fortes e generosas.Tempo para ir longe, lá onde se descobre aquele tempo que está.

L’OISIVERAIE

  • ESPETÁCULO LE PETIT CIRQUE 
  • OBJETOS Madeiras, plásticos e objetos sonoros
  • Direção e interpretação Laurent Bigot
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 30 minutos

RESUMO

Le Petit Cirque” é um objeto sonoro complexo, feito de madeira, de plástico, de fios, de energia e de fragilidade. Um sopro pode colocá-lo em vibração. Doze pequenos microfones extraem múltiplos recursos sobre a pista do “Petit Cirque”. É um circo, a manipulação é arriscada, o perigo da queda está sempre presente. É um circo sonoro da mesma forma que o teatro pode ser musical. É também teatro de objetos, entre performance e pesquisa sonora, um concerto em miniatura que se escuta num espaço intimista.

  • ESPETÁCULO HISTÓRIAS DE MEIA-SOLA
  • OBJETOS Sapatos.
  • DIREÇÃO Claudio Hochman
  • CLASSIFICAÇÃO 5 anos
  • DURAÇÃO 40 minutos

HISTÓRICO

Fundada em 2003, explora diferentes formas de expressão a partir da relação entre o trabalho do ator e o objeto.

RESUMO - HISTÓRIAS DE MEIA-SOLA

Existem sapatos pequenos, grandes, valentes, apaixonados, otimistas, solidários, de histórias infantis. Não são todos iguais: cada sapato tem o seu cheiro, a sua música… a sua história.

Aquiles Petruchelli, sapateiro, sabe disso muito bem e está decidido a compartilhar isso com todos. Assim, quando se aproximam da sua loja, ele mostra que não só sabe consertar sapatos, mas que também sabe contar histórias. Na sua pequena loja, A Felicidade dos Seus Pés, Aquiles revela uma outra forma de olhar a vida e oferece, a quem quiser, os seus serviços, com meia-sola e sorriso novo.

APRESENTAÇÕES ESPECIAIS • XPTO

  • PERFORMANCE CARRINHOS DE BEBÊ
  • PERFORMANCE AQUÁRIO GIGANTE
  • PERFORMANCE FITO MOSTRA • XPTO
  • PERFORMANCE “AQUI,TUDO ÉGRANDE.”
  • PERFORMANCE EUFITO, TU FITAS, RECIFE FITA

AS PERFORMANCES

Nos intervalos das apresentações, o Grupo XPTO apresentou cenas curtas com objetos. As cenas foram:
• Duchamp – cena com cinco cadeiras com rodas numa homenagem ao artista plástico Marcel Duchamp.
• Quatro sacos de lixo recicláveis trazidos por garis iniciavam, na calada da noite, uma disputa pelo lixo da cidade.

CARRINHOS DE BEBÊ

Cinco atores trajados com roupas de época andam no meio do público com carrinhos de bebê antigos. De tanto em tanto, retiravam do carrinho um “ser” embrulhado em cobertores que, ao ser desvendado, revelava-se um estranho objeto. Um bebê confeccionado com uma bola de futebol e um par de chuteiras, uma garrafa térmica resfriada, um espelho que é a “cara do pai”, duas pás de jardinagem gêmeas - a Pa-ola e a Pa-trícia - e uma vitrolinha que toca Roberto Carlos. A partir desses objetos, os atores interagiam com o público do Fito.

AQUÁRIO GIGANTE

Um aquário gigante, com seres construídos com luminárias, lembrava seres marinhos abissais nadando em águas de fumaça e encantando todo o público.

FITO MOSTRA • XPTO

Criadas especialmente para o Fito pelo Grupo XPTO, oito pequenas performances, envolvendo atores e objetos, foram apresentadas na FitoMostra. As peças aconteciam simultaneamente em salas especiais, com palco, som, luz e vinte cadeiras em cada espaço. Ao final das performances, os atores explicavam ao público fundamentos básicos do Teatro de Animação de Objetos e convidavam alguns espectadores a participarem da cena.

“AQUI,TUDO ÉGRANDE.”

O dia nasce em Belo Horizonte. Da janela de meu imenso quarto de hotel, observo o acender da cidade. Aqui, tudo é grande. Em algumas horas, eu darei início à oficina de três dias com pessoas que não têm nenhuma prática no Teatro de Objetos. Eu aguardo impacientemente. Quem são eles? O que fazem? Será que nos compreenderemos? O que esperam? Aqui estou eu. E quanto mais o tempo passa com eles, mais a emoção se torna profunda. Sim, os objetos possibilitam um livre acesso à emoção, àquela alguma coisa a dizer fundamental para cada um de nós, para todos nós. O objeto do Teatro de Objetos tem uma identidade cultural, e é experimentando-o em diferentes culturas que ele se torna universal. O Fito demonstrou-o a cada dia. Para mim, esse festival é um sonho realizado. Na Europa, o Teatro de Objetos continua confidencial: imaginem, então, o meu espanto! Espetáculos gratuitos, espectadores pacientes, sorridentes, curiosos, respeitosos. Nunca havia visto tal coisa! Foi como se eu reencontrasse alguma coisa que eu houvesse perdido: o sentido da festa e do compartilhamento. Essa ideia do Teatro de Objetos para todos é correta: é a nossa convicção. Mas, até o presente momento, ninguém havia provado isso. E o Fito o fez.
Belo Horizonte, maio de 2010

Katy Deville
Atriz e diretora da Cia. Théâtre de Cuisine - França. Criadora da expressão Teatro de Objetos

A arte é mesmo um mistério. Quando o Fito foi criado, era pra ser Festival Internacional de Teatro de Objetos. Não demorou muito pra percebemos que Fito significa planta em latim. Tudo a ver com o primeiro festival do gênero no Brasil. Novas ideias, novos trabalhos, muitas perguntas, algumas respostas. Uma árvore de objetos. Ou melhor, um baobá de badulaques. Oba. Imagine galhos carregados de torneira, sapato, carta, colher, calcinha, balão, parafuso, panela, papel higiênico, comprimido efervescente. Uma fitoterapia estranhíssima. Porém, encantadora. Somente quase um ano depois, a gente conseguiu chegar à definição mais refinada do Fito. Curioso é que estava bem ali, na nossa frente. No dicionário da língua portuguesa. Em bom português, Fito quer dizer olhar atento. Ou melhor, um conjunto de olhares atentos. Sobre a arte, sobre os objetos, sobre os espetáculos, sobre os artistas, sobre as pessoas.

EUFITO, TU FITAS, RECIFE FITA

Eu fito. Tu fitas. O manicuro fita. O advogado fita.
O sapateiro fita. A médica fita. Os professores fitam.
Os alunos fitam. Na democracia cultural do Fito, todo mundo pode fitar. Fitar é uma arte sofisticada e acessível. Uma coisa não se opõe a outra.
O Festival reúne companhias de vários lugares do mundo pra todo mundo. A entrada é franca. Palavra que também significa sincera. E, com toda a franqueza, a gente simples é bem mais inteligente do que se pode imaginar.

Nesse delicioso jogo de olhares, o Fito já conquistou BH, Poa, Manaus, Floripa, Campo Grande e Brasília. No final de 2011, finalmente chega ao Recife.

Com o mesmo feitiço com que os contos de fadas transformam príncipes em sapos, o Teatro de Objetos transforma xícaras de porcelana em cavalos brancos. Festival vira fitoterapia. Pra depois virar terapia do olhar.

Vamos fitar, Recife?

Lina Rosa Vieira
Idealizadora e curadora

GARE CENTRALE • BÉLGICA

  • ESPETÁCULO KLIKLI
  • OBJETOS Brinquedos (tipo Playmobil) movidos a ímãs.
  • DIREÇÃO Agnés Limbos
  • CLASSIFICAÇÃO 8 anos
  • DURAÇÃO 20 minutos
  • ESPETÁCULO Irregular
  • OBJETOS Brinquedos
  • DIREÇÃO Agnés Limbos
  • Interpretação Juliet Tenret e Isabelle Durras
  • CLASSIFICAÇÃO 12 anos
  • DURAÇÃO 15 minutos

RESUMO - KLIKLI

Klikli é dirigido por Agnés Limbos, um dos maiores e mais importantes nomes da história do Teatro de Objetos e do teatro europeu para crianças. Nesse espetáculo, a diretora nos leva para conhecer um pequeno mundo imaginário e solitário, criado em cima de um armário comum. Lá, um menino um tanto desajustado na escola e na vida vira o rei de uma grande cidade, habitada pelos objetos que o rodeiam. Um lugar governado pela magia infantil, onde os sonhos e as fantasias de uma criança se tornam realidade.

RESUMO - Irregular

Através da história de um doudou clandestino que é preso na alfândega porque está fora dos padrões, irregular cria uma poética fazendo a relação de uma imagem doce, inocente, reconfortante de um doudou, face ao caráter conformista e normativo do sistema. Irregular defende a resistência, a multiplicidade e o direito à diferença.

LA CHANA TEATRO • ESPANHA

  • ESPETÁCULO VULGARCITO / O PEQUENO VULGAR
  • OBJETOS Brinquedos e objetos em miniatura.
  • DIREÇÃO Jaime Santos
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 45 minutos
  • ESPETÁCULO ENTRE DILÚVIOS
  • OBJETOS Objetos inusitados, penico, pedaços de madeira, caixas de cigarro, latas de refrigerante, frutas.
  • DIREÇÃO Jaime Santos
  • CLASSIFICAÇÃO Adulto
  • DURAÇÃO 50 minutos

HISTÓRICO

Foi fundada em 1987. Seu trabalho está fundamentado na metáfora pela relação do objeto com a palavra, o espaço e o trabalho do ator.

VULGARCITO / O PEQUENO VULGAR

Era uma vez uma princesinha triste que morava em um reino triste. O reino era triste porque a princesa estava triste. Da sua janela triste, podia-se ver o mar triste e um povoadozinho triste, o único que ainda restava no reino triste. Entre as casinhas tristes, destacava-se uma especialmente triste, com um armário triste, uma mesinha triste e uma cama triste, na qual dormia um menino comum, vulgar, o Pequeno Vulgar. Nem tristeza nem mandingas, o nosso menino comum, o Pequeno Vulgar, que, com pão ou sem pão, se chamava João.

O Pequeno Vulgar é um espetáculo para o público infantil e familiar. É uma encenação livre, com objetos, do conto Epaminondas. Sobre uma mesa, o manipulador cria um mundo com peças de xadrez e objetos, onde vive as aventuras o Pequeno Vulgar, o protagonista, que sofre em diferentes trabalhos pelos quais vai passando. De maneira rimada, articulada, arredondada, reta e inclinada como uma gargalhada, é apresentada a vida de um pobre menino que mora num reino triste.

VULGARCITO / O PEQUENO VULGAR

RESUMO

A companhia La Chana Teatro apresenta Entre Dilúvios, uma curiosa abordagem do Teatro de Objetos com um texto cheio de humor. Os dilúvios deram lugar à morte e à vida... Contar histórias com objetos e palavras, de uma forma poética e absurda, e alguns conflitos fundamentais do ser humano a partir de passagens bíblicas, como a da Criação, do Paraíso, de Caim e Abel, de Sodoma e da Arca de Noé, é a proposta dessa montagem.

Para se ter uma ideia do sentido de humor dessa proposta, segue um trecho do texto de Jaime Santos:

“Noé, em hebraico, significa descanso. A Bíblia diz que ele teve o seu primeiro filho quando tinha 500 anos (uma idade um pouco avançada), e ele não teve um, mas três. Educar três crianças aos 500 anos deve ter sido um trabalho terrível, mas se, depois disso, o Criador ainda lhe impôs a condição de ser o pai da nova humanidade depois do dilúvio universal, ninguém se pode admirar de que ele tenha sido o primeiro bêbado da História”.

TRASTAM, DA ESPANHA.

  • ESPETÁCULO COISAS DA VIDA
  • CLASSIFICAÇÃO ADULTO

HISTÓRIA

CONTADA A PARTIR DE DE 3 AEROMOÇAS ELEGANTES, MAS UM POUCO LOUCAS QUE FAZEM COM QUE OBJETOS DO COTIDIANO GANHEM VIDA. EM COISAS DA VIDA NÃO HÁ LIMITES PARA A IMAGINAÇÃO. A SIMPLICIDADE E A INGENUIDADE DAS HISTÓRIAS DEIXAM A ENCENAÇÃO AINDA MAIS DIVERTIDA.

Otto

  • ESPETÁCULO CERTA MANHÃ ACORDEI DE SONHOS INTRANQUILOS

HISTÓRICO

Otto surge como percussionista na primeira formação do grupo Nação Zumbi. Em seguida, integra a banda Mundo Livre S/A. Em 1998, parte para a carreira solo com o CD Samba pra burro, combinação do maracatu com o drum’n’bass e do repente com o rap. O álbum é premiado como o melhor do ano pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo – APCA. Bebel Gilberto, Fred 04 e Ernesto Vasconcelos (irmão de Naná) têm participações especiais no seu disco de estreia, que também chega às lojas dos Estados Unidos.

No ano seguinte, Otto participa, ao lado de Tom Zé do Heineken Concerts em São Paulo. No ano 2000, lança seu segundo trabalho solo, Changez tout - samba pra burro dissecado, com músicas remixadas por Edgard Scandurra, ex-integrante do grupo Ira!. Em 2001, o CD Condom black é lançado pela gravadora Trama. Nele, Otto refina sua musicalidade e busca o candomblé como principal referência estética e musical. Em 2003, é a vez do CD Sem gravidade, lançado também no Reino Unido. Em 2004, Otto faz turnê por Portugal, Inglaterra, Dinamarca, Espanha e França. Elogiado pela crítica e público europeus, é mencionado nas principais publicações musicais, entre elas The Observer e Straight no Chaser. No ano de 2009, lança o CD Certa manhã acordei de sonhos intranquilos. O disco é quase todo inédito, com participações especiais de Céu, da mexicana Julieta Venegas e de Lirinha. O título é inspirado na obra literária Metamorfose, de Kafka. Seu lançamento nos EUA rende matéria de destaque no jornal The New York Times: “Brazilian, but with a different beat”. Na matéria, Otto é tratado como dono de um talento único pelo repórter Larry Rohtter, que faz elogios e recomenda o CD. Em 2010, inicia a primeira turnê de lançamento do CD pelo Brasil. Em 2011, através do Fito, Otto se apresenta pela primeira vez em Campo Grande.

SINOPSE

Eleito melhor show do ano pela revista Trip, no Fito ele ganha a intervenção percussiva de objetos. Tonéis de tinta e portas de geladeira são alguns deles.

MOSAICO CULTURAL • RIOGRANDEDOSUL

  • ESPETÁCULO CORSÁRIOS INVERSOS
  • OBJETOS Barracas, fechaduras, lunetas, binóculos, câmeras fotográficas.
  • DIREÇÃO Mosaico Cultural
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 60 minutos

HISTÓRICO

Formado por artistas plásticos, cenógrafos, atores, bonequeiros e músicos, o Grupo Mosaico Cultural crê na beleza da transformação através da diferença. Premiados por seus trabalhos no meio cultural do Sul brasileiro, seus integrantes já participaram de grandes festivais pelo Brasil, pela Europa, América do Norte e América Latina. O Grupo tem, no seu repertório, espetáculos autorais e também presta serviço em eventos culturais com oficinas, capacitação profissional e criação de espetáculos teatrais. Atualmente, o Grupo Mosaico Cultural é parceiro do Instituto Recriar, ONG nacionalmente reconhecida por seu trabalho com crianças em situação de abandono. O objetivo do coletivo é a utilização da arte como canal de expressão e formação de indivíduos e profissionais nas diversas áreas de criação cênica.

Naná Vasconcelos

  • ESPETÁCULO PINPAN
  • OBJETOS Pinicos e Panelas.
  • DIREÇÃO Naná Vasconcelos
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 30 minutos

HISTÓRICO

O percussionista Naná Vasconcelos, reconhecido e consagrado como o principal nome da percussão mundial, nasceu no Recife, em 1944. Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo - morou em Paris e Nova York -, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Foi por oito vezes consecutivas aclamado como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 1960 tenha se especializado no berimbau.

Em 1970, o saxofonista argentino Gato Barbieri o convidou para juntar-se ao seu grupo. Apresentaram-se em Nova York e na Europa, com destaque para o festival de Montreaux, na Suíça, onde o percussionista encantou público e crítica. Ao término da turnê, fixou residência em Paris, França, durante 5 anos, onde gravou o seu primeiro álbum - Africadeus (1971). No Brasil, Naná gravou o seu segundo disco Amazonas (1972). Começou, então, uma bem-sucedida parceria com o pianista e compositor Egberto Gismonti, durante 8 anos, que resultou em três álbuns - Dança das Cabeças, Sol do Meio-Dia e Duas Vozes.

De volta a Nova York, formou o grupo Codona, com Don Cherry e Colin Walcott, também gravando e fazendo turnê com a banda do guitarrista Pat Metheny. Trabalhando com artistas das mais variadas tendências, Naná Vasconcelos gravou com B. B. King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com o grupo de rock americano Talking Heads, liderado por David Byrne. Em 1986, de volta ao Brasil depois de 10 anos, fez turnê recebida com entusiasmo pelo público. Nessa altura, Naná já havia trabalhado nas trilhas dos filmes Procura-se Susan Desesperadamente, de Susan Seidelman, estrelado por Rosanna Arquette e Madonna, e Down By Law, do cultuado diretor Jim Jarmusch, além de Amazonas, de Mika Kaurismäki.

O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento. Nos anos 1980 gravou o disco Saudades, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns Bush Dance e Rain Dance, suas experiências com instrumentos eletrônicos. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros. No fim de 2005, lançou Chegada, pela gravadora Azul Music, e, em 2006, o CD intitulado Trilhas. Uma trajetória de vida que esbanja virtuosismo musical e integridade pessoal em tudo o que faz e toca.

Em fevereiro de 2011, o percussionista promoveu pelo nono ano consecutivo a tradicional abertura do Carnaval pernambucano, regendo 17 nações de maracatu, com cerca de seiscentos batuqueiros reunidos de uma só vez no grande dia da abertura.

RESUMO

Pinipan é um projeto de invenção, criação e construção de um instrumento ou instalação sonora feito com objetos domésticos: pinicos, panelas,bacias, caçarolas, caldeirões, bules, colheres... O trabalho abre uma nova dimensão musical, rítmica e melódica. É um work in progress.

BEAU GESTE

  • OBJETOS Retroescavadeira
  • DIREÇÃO Dominique Boivin
  • Interpretação  Philippe Priasso
  • CLASSIFICAÇÃO Livre
  • DURAÇÃO 20 minutos

RESULMO

Duo coreográfico entre um bailarino e uma retroescavadeira. Ambos evoluem delicadamente num bailado suave e brutal.

SINOPSE

O espetáculo conta com Philippe Priasso que interpreta um dueto entre bailarino e escavadora que relembra uma fantasia de tenra idade. “Será que se trata de uma fantasia de criança? Será a ideia de voltar depois de muitos anos, à grua brinquedo de infância? Esta máquina está relacionada com o gigantismo e cria uma tensão com o corpo do bailarino: duelo entre o aço e a carne. O braço da grua absorve o movimento da dança, mas também como um braço humano que pega, empurra, mima! A rotação da máquina é um movimento amplo, mas também um carrossel. A pá cuja função é de escavar, furar, transportar e de despejar talvez seja por extensão poética, semelhante a uma mão que leva, que eleva ou que protege.

Uma máquina, bela e elegante, pode representar os trabalhos de Hércules ou então o trabalho nos estaleiros como em algumas obras de Fernand Léger. A grua e o bailarino? Como o início de uma ópera, um canto lírico e onírico quase universal que nos faz lembrar a ode amorosa de um Romeo e a sua Julieta.”

ROCAMORA • ESPANHA

  • ESPETÁCULO PEQUENOS SUICÍDIOS
  • OBJETOS Um sal de fruta, uma semente e fósforos.
  • DIREÇÃO Gyula Molnár e Carles Cañellas
  • CLASSIFICAÇÃO Adulto
  • DURAÇÃO 55 minutos

HISTÓRICO

A Companhia Rocamora foi fundada por Carles Cañellas em 1982, na Itália. Desde 1987, conta com a colaboração de Susanna Rodríguez. A Companhia se apresentou em 230 festivais de teatro de quinze países em três continentes. Criou treze espetáculos e recebeu prêmios muito importantes, entre eles o prêmio de reconhecimento da carreira La Luna d’Argento 2004, outorgado pelo Festival Internazionale del Teatro di Figura La Luna È Azzurra, de San Miniato (Pisa), Itália. Carles Cañellas foi professor titular do Institut del Teatre de Barcelona de 2005 a 2006.

RESUMO

Pequenos Suicídios é uma adaptação de Carles Cañellas para o original de Gyula Molnár, criadora do primeiro espetáculo de Teatro de Objetos, na década de 1980.

Com sarcasmo e muito drama, a tragicomédia dá o tom à apresentação, que fala de amor e do passar do tempo. São histórias inusitadas sobre o suicídio de pequenos objetos, como o afogamento de um sal de fruta em um copo-d’água, e a ardente paixão entre uma semente brasileira e um palito de fósforo sueco, que, de tanto amor, consome-se em cena. Mas, apesar das cenas divertidas e engraçadas, Pequenos Suicídios é uma obra adulta, porque não deixa de lado temas incômodos, como a morte e a finitude.

TAMTAM OBJECTENTHEATER • HOLANDA

  • ESPETÁCULO TER OU NÃO TER
  • OBJETOS Ferramentas.
  • DIREÇÃO Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande
  • ELENCO Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande
  • CLASSIFICAÇÃO 5 anos
  • DURAÇÃO 35 minutos

HISTÓRICO

Fundada em 1979, desenvolve um teatro com um estilo muito pessoal do ponto de vista da dramaturgia e da estética. Tamtam é formada por Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande, que, com objetos, imagens, sons, música e um humor absurdo, têm criado histórias desenvolvendo um Teatro de Objetos muito particular. Com os seus espetáculos, eles têm circulado por festivais de 22 países.

RESUMO

Em Ter ou Não Ter, o grupo holandês Tamtam combina ferramentas, areia e penas para falar de sentimentos que todos nós conhecemos. O espetáculo é um conto cheio de belas imagens e com uma sonoridade surpreendente. Nele, a avidez, o ciúme, a temeridade, o egoísmo, a estupidez e várias outras emoções humanas viram os personagens principais de uma história inteligente e bem-humorada, criada para provocar o espectador do início ao fim da apresentação.

Campo Grande/MS

de 02 a 04/12

no Centro de Convenções Albano Franco
a partir das 16h00

Depois de surpreender Campo Grande no ano passado, o FITO volta com nova programação

Companhias de 7 países, performances, exposição fotográfica, apresentação especial com Otto e Naná Vasconcelos.